Conheça o método exclusivo da NeoVolution e entenda como ele se diferencia do método tradicional WACC

Conheça o Método NeoVolution para avaliação de empresas especialmente desenvolvido para empresas brasileiras de capital fechado de portes médio, pequeno ou micro.

O nosso especialista em avaliação de empresas Nicolai Krogh foi o responsável pelo desenvolvimento do Método NeoVolution. Ao longo de anos de trabalho, ele percebeu que empresas de capital fechado precisavam de uma forma diferente de avaliação para que atendesse às características dessas empresas.

O trabalho de avaliação de empresas (ou valuation) depende da utilização de métodos já reconhecidos e aplicados mundialmente como o Fluxo de Caixa Descontado com taxa de desconto pelo método tradicional WACC, múltiplos de mercado, entre outros.

No caso das empresas micro, pequenas e médias, os métodos tradicionais nem sempre atendem às necessidades delas. Assim, foi necessário pensar num tipo de avaliação que atendesse às necessidades de empresas de capital fechado e de porte menor.  

O Método NeoVolution utiliza a mesma base de cálculo do método do Fluxo de Caixa Descontado tradicional, mas também considera outras variáveis no momento da avaliação.

Quer saber mais sobre o nosso método exclusivo? Você acha que a sua empresa se encaixa neste perfil?

Conheça agora o Método NeoVolution! Boa leitura!

Método Fluxo de Caixa Descontado WACC e Método NeoVolution na avaliação de empresas

Antes de tudo, é importante que você entenda o uso desses dois métodos na avaliação de empresas.

Ambos os métodos têm como base o fluxo de caixa descontado (FCD). Não apenas ele é um método reconhecido mundialmente, como também é o método mais usado no trabalho de avaliação de empresas.

O método tradicional do cálculo do valor da empresa pelo fluxo de caixa descontado segue os seguintes passos:

O método tradicional do cálculo do fluxo de caixa descontado pelo WACC é um cálculo financeiro e tem como base os estudos do Professor da Stern School of Business (NYU) Aswath Damodaran. Além disso, este método é reconhecido no mundo inteiro e é inclusive recomendado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) para avaliação de empresas.

WACC é a sigla para Weighted Asset Cost of Capital, e significa média ponderada do custo de capital. Aliás, esta é a taxa de desconto que será aplicada para trazer os fluxos futuros ao valor presente.

Agora é fundamental que você entenda o que é o capital da empresa e como é feito o seu cálculo pelo método tradicional WACC.

O capital da empresa e o seu cálculo pelo método tradiconal WACC

palavra capital destacada, além de lucro investimentos, finanças

Podemos definir o capital de uma empresa como os recursos que ela tem à sua disposição, isto é, a soma das riquezas e lucros que a empresa produz e que garanta sobretudo a capacidade de continuar produzindo riquezas. Desse modo, capital total da empresa se divide em duas partes: capital próprio e capital de terceiros.

Primeiramente, temos o capital próprio que é o capital do acionista, ou seja, o dono da empresa. Assim, o capital deve refletir uma taxa de retorno sobre o investimento que compense o risco do negócio quando comparado a investimentos livre de risco ou de risco muito baixo.

Já o capital de terceiros é aquele referente às dívidas da empresa, financiamentos, etc.. Normalmente, as taxas pagas para financiar as dívidas são mais baixas do que as requeridas pelos acionistas.

Como as taxas são diferentes, ao trazer os fluxos de caixa futuros para o valor presente temos que fazer uma ponderação entre estas taxas tendo como base a participação de cada capital na estrutura financeira da empresa.

No método tradicional, calcula-se a taxa de desconto do capital próprio a partir do risco do setor no qual a empresa atua no mercado norte-americano, pois lá há uma infinidade de empresas em todos setores, e por isso é possível usar esta variável.

Do mesmo modo, esta taxa somente é aplicada após ser ajustada à realidade da empresa e, consequentemente ao mercado brasileiro. Em síntese, trata-se de um cálculo técnico e financeiro.

Agora que você já sabe o que é o capital da empresa, vamos apresentar o Método NeoVolution para avaliação de empresas. Além disso, você também vai entender como a NeoVolution usa este método para avaliar empresas de portes micro, pequeno e médio.

O que é o Método NeoVolution?

avaliação de empresas valuation método neovolution

O responsável pelo desenvolvimento do nosso método exclusivo é o nosso especialista em avaliação de empresas Nicolai Krogh.

O método NeoVolution é utilizado para avaliar empresas de capital fechado de portes médio, pequeno ou micro e baseia-se em fatores críticos para sobrevivência e sucesso de uma empresa. Este método deriva-se da metodologia tradicional do Fluxo de Caixa Descontado.

O Método NeoVolution utiliza a mesma estrutura de cálculo do Fluxo de Caixa Descontado, apenas com uma diferença no cálculo do capital próprio.

No Método NeoVolution de avaliação de empresas, o cálculo da taxa de desconto do capital próprio é feito por uma análise qualitativa e que utiliza a matriz Risk Scorecard no cálculo do custo do capital próprio.

A matriz tripla de risco pontua a empresa de forma ponderada em relação aos fatores de risco mais comuns relacionados à taxa de sobrevivência das empresas no Brasil.

Veja quais são os fatores de risco analisados na avaliação:

A matriz também considera o nível de confiança do avaliador em cada um dos aspectos listados acima, com o intuito de compensar a subjetividade da análise qualitativa.

Agora vamos entender como fica a análise qualitativa utilizando o Método NeoVolution.

Resultado da análise com o Método NeoVolution

O resultado da análise qualitativa determina o risco relativo da empresa.

O risco relativo calculado pela matriz Risk Scorecard servirá para posicionar a empresa em relação aos riscos mínimos e máximos de mercado.

O risco mínimo é determinado pela taxa livre de risco e assim consideramos como taxa livre a melhor taxa livre de riscos títulos do tesouro direto pré-fixado no maior prazo disponível.

Em nossos cálculos, utilizamos a taxa de juros de títulos do tesouro pré-fixados de longo prazo porque entendemos que esta reflete com maior precisão a expectativa de longo prazo da economia brasileira, incluindo as previsões de inflação.

Já o risco máximo é determinado por observação e pesquisa com investidores e está fixado em 40%. Desta forma, quanto maior o risco relativo, maior será a taxa de risco dentro da escala construída com base em empresas já avaliadas.

Se uma empresa cujo risco relativo tenha valor ZERO, ela terá como taxa de risco o valor da taxa livre de risco. Mas uma empresa com risco relativo de 100%, ela terá taxa de risco igual a 40%. 

Em outras palavras, a posição da empresa na escala de risco determina a taxa de risco ajustada, que somada à taxa livre de risco e ao prêmio de liquidez/tamanho, resultará na taxa de desconto do capital próprio.

Em resumo, o risco da empresa será comparado ao de outras empresas já avaliadas. Esta comparação serve para determinar a posição na escala de risco e a taxa de desconto equivalente à sua posição nesta escala.

Para avaliar uma empresa, nem sempre utilizamos o Método NeoVolution sozinho. A avaliação pode depender da aplicação de mais de um método para que se chegue ao resultado esperado, por isso recomenda-se aplicar este método como complemento ao método FCD tradicional.

Método NeoVolution e Método Tradicional WACC: a avaliação com dois métodos

Algumas situações exigem que os métodos sejam aplicados juntos. E isso depende das características e necessidades da empresa analisada. Observe como os métodos funcionam:

No método tradicional, a taxa de desconto irá refletir um risco médio do setor em que a empresa atua sofrendo os devidos ajustes em relação ao país, porte da empresa, imposto de renda, endividamento e as vantagens ou desvantagens competitivas específicas da empresa estarão presentes na projeção de resultados.

No método NeoVolution, as vantagens e desvantagens competitivas estarão presentes nas projeções de resultados e também na taxa de desconto, pois vai capturar de forma mais justa as diferenças qualitativas entre empresas do mesmo setor.

Como você já deve ter notado, os dois métodos utilizam variáveis carregadas de subjetividade. Observe que falamos em vantagens ou desvantagens competitivas. E isso acontece porque trabalho de avaliação de empresas, embora se baseie em cálculos financeiros, sempre carrega um grau de subjetividade.

E a subjetividade certamente vai aparecer porque o resultado da avaliação depende fortemente do cenário projetado e da taxa de desconto utilizada.

Ao utilizarmos dois métodos para avaliar uma empresa, conseguimos reduzir a subjetividade do processo. No entanto, a subjetividade jamais será eliminada.

Naturalmente, espera-se que os métodos apresentem resultados diferentes, por isso sugerimos que se considere o valor justo como média entre os dois métodos. Obviamente, só temos este valor após a avaliação da empresa pelo especialista.

No entanto, o que determina se vamos utilizar os dois métodos numa avaliação é a conversa – ou entrevista – com o cliente.

Nesta conversa o cliente fornece informações sobre a sua empresa que são fundamentais para que o especialista prepare uma proposta de acordo com as características da mesma. A proposta preparada pelos nossos especialistas é sempre personalizada, ou seja, nela apresentamos os métodos (ou método) mais adequados para a avaliação.

Sobre o autor

Nicolai Krogh é diretor da NeoVolution Consultoria e responsável pelas áreas de Avaliação de Empresas, Marketing e Gestão Estratégica de Negócios.

O que você achou do artigo? O conteúdo foi relevante para você entender o assunto?

Conheça a NeoVolution: https://neovolution.com.br/

Saiba mais sobre avaliação de empresas: https://neovolution.com.br/valuation/

Visite nosso blog: https://neovolution.com.br/blog/

Deixe seu comentário ou entre contato conosco esclarecer suas dúvidas sobre avaliação de empresas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *